se eu tardo, e é com frequencia, é porque a hora quem faz é o céu que num quer azular, que culpa eu tenho? o reloginho que eu trago no peito, seu moço, sei não, só vê hora de querença. tristecê assim esse céu tão feio, tão cheio de lama esse céu assim, só me dá nó e aí eu me artaso. que de hora mesmo eu só tenho estrela, se estrela num chegá, como faz? como eu faço, seu moço, pra saber que agora é hora de ficá
P. S.: Boa Surpresa
Deliciosa a Conversa entre a Esther e a poetiza Mariza Lourenço. Não sei se há mais poesia nas respostas ou na forma envolvente que Esther conduziu as perguntas e nos apresentou a moça. Eitcha vizinha!
escutando a música do círculo perfeito
fui agraciado pela benevolência
de sombras pairando:
parindo aquele breu todo
e tudo isso
porque eu desejava
os sabores da primavera
e dos beijos em ti
(singela e desperta)
outras formas de sonhar
além da imensidão da noite
mansidão