agosto 30, 2004

Amor

A Criação de Adão - Michelangelo

A princípio, seria um Caravaggio, mas ao ver esse detalhe da tela, eu não resisti.

Postado por andrea2386 em 4:49 PM | Comentários (3)

agosto 28, 2004

Pequeno Poema de Prazeres

Num duelo duas línguas de-mentem
Delinqüem longínquas delícias
Ademais, largadas loucuras
Liras divinas, danças líquidas

Postado por andrea2386 em 1:46 PM | Comentários (8)

agosto 27, 2004

Não resisti e fiz

Peguei a dica na Giniki e não resisti. Deu isso aí...


Postado por andrea2386 em 5:37 PM | Comentários (4)

agosto 24, 2004

Para Cassius e Orlando

É só olhar pra ela, praquele jeito que ela tem de acender o cigarro como quem descansa de uma morte longa, é só vê-la daquele jeito de mãezinha desprotegida, a superputa da madrugada, só ver seus olhos amarelos olhando fundo na alma, que eu esqueço tudo, que me importa o que ela sente? quem se importa em saber de onde vem a comida que come depois de dois dias sem nada no estômago? sempre assim, minha fome é de dois, de cem dias quando se trata daquela coisinha tão pequena, tão mais forte que eu, e é só olhar pra ela que eu nem quero mais saber onde ela estava, tão devassa, só quero que venha, vem logo mãezinha, carrega teu macho no colo, me aperta forte a mão, larga o cigarro, o conhaque, ta tão frio, vem cá, canta pra mim imitando Piaf, cortesã francesa, vem minha mãezinha esquentar meu corpo, tem mais conhaque depois, te prometo, eu juro uma garrafa inteirinha derramada na tua boca, entre as tuas presas, bem quente, mas agora vem antes que eu morra, antes que a tua ausência me congele de vez, vem que eu te deixo minha marca, mas dessa vez minha filhinha, não leva embora minha boca quando a tua for, não me leva o braço nas ancas, deixa, princesa, teus olhos amarelos e um cigarro pra mim.

Postado por andrea2386 em 4:36 PM | Comentários (11)

agosto 23, 2004

Nômade

Nômade. Era essa a sensação, a de se caminhar por vidas e mais vidas, sem sentimento algum que não fosse a sede. Sem chegar nunca ao lugar. Sentindo a língua grossa dentro da boca, sede. Tudo longe, contínuo, e espesso. Vontade do grito, mas saía como um vagar no sopro da poeira fogo, e pra dentro, sem haver quem escutasse. De um lado, azul e quente do sol, do outro as ondas de calor a subir do chão. Entre eles, a sede. A desordem dos papéis e do vinho no caminho, os restos de gente espalhados pelo chão, e ninguém ajudando. Ninguém estando. Ao fundo, barulhos vindos do porão da memória. Minha vontade era responder. Minha coragem era esconder. Minhas verdades, fazer doer. Ainda assim, nômade.

P.S.: Ana Lu, Fábio, André, meu povo, calma que eu vou entrar no Multiply. Só um tempim que eu entro. E brigado por lembrarem de mim.

Postado por andrea2386 em 5:37 PM | Comentários (5)

agosto 18, 2004

Minha Gente!

Minha gente! Não me deixem só! Estoy de volta pro meu aconchego trazendo na mala bastante saudade dos meus amigos que há tanto tempo não visito. Mas, antes tarde do que nunca, agora eu devo voltar a postar com regularidade. Amanhã eu vou publicar um post grandão, com uma parte da produção do tempo que passei longe. E agora vou ali, visitar meus amigos.

Postado por andrea2386 em 5:54 PM | Comentários (10)